História

General Nazista Anton Dostler amarrado a uma estaca antes de sua execução, Itália, 1945

O general Dostler ordenou e supervisionou a execução ilegal de quinze soldados norte-americanos. Os soldados americanos foram enviados atrás das linhas alemãs com ordens para demolir um túnel que estava sendo usado pelo exército alemão como uma rota de abastecimento para as linhas de frente. Eles foram capturados e, ao saber de sua missão, Dostler ordenou a execução sem julgamento. Os soldados norte-americanos estavam vestindo uniformes militares e não levavam roupas de civis ou trajes do exército inimigo, além de estarem em conformidade com a Convenção de Haia, assim, diante dos termos da convenção, sua condição de combatente seria desconsiderada após sua rendição. Sob os termos da Convenção de Haia de 1907, era legal a execução de “espiões e sabotadores” disfarçados com roupas civis ou uniformes do exército inimigo, mas aqueles que eram capturados com as vestimentas de seu respectivo país ou da nação pela qual lutava na guerra eram excluídos desses termos. Uma vez que quinze soldados norte-americanos foram devidamente vestidos com uniformes do exército americano para atrás das linhas inimigas, eles não deveriam ser tratados como espiões, mas como prisioneiros de guerra, diante disso, a atitude tomada por Dostler violou explicitamente os termos estabelecidos pela convenção.

O general foi condenado e sentenciado à morte por um tribunal militar americano. O julgamento condenou Dostler por crimes de guerra, rejeitando sua defesa por ordens superiores. Ele foi condenado à morte e executado por um pelotão de fuzilamento em 01 de dezembro de 1945 em Aversa. A execução foi registrada em foto preto e branco e ainda por câmeras de vídeo.

Texto retirado da Wikipedia (traduzido):

Mais tarde naquele dia, Dostler enviou um telegrama para a 135ª Brigada Fortress ordenando a execução dos soldados americanos que estavam sob domínio alemão. Esta ordem foi uma implementação de Hitler na secreta Ordem de Comando de 1942, que exigia a imediata execução sem julgamento de comandos e sabotadores. Oficiais alemães contataram Dostler em uma tentativa de conseguir um adiamento da execução. Dostler então enviou outro telegrama ordenando Almers realizar a execução. As duas últimas tentativas foram feitas pelos oficiais para cancelar a execução, incluindo algumas tentativas via telefone, porque eles sabiam que a execução de prisioneiros uniformizados de guerra era uma violação direta a Convenção de Genebra de 1929 sobre prisioneiros de guerra. Estes esforços não obtiveram sucesso e os quinze americanos foram executados na manhã de 26 de Março de 1944, em Punta Bianca Sul de La Spezia, no município de Ameglia. Seus corpos foram enterrados em uma vala comum que depois foi camuflada. Alexander zu Dohna-Schlobitten, um membro da equipe de Dostler que desconhecia a secreta Ordem de Comando e que se recusou a assinar a ordem de execução, foi demitido da Wehrmacht por insubordinação.

General Nazista após a execução
O corpo de Dostler imediatamente após a execução

Muitos soldados que participaram do pelotão de fuzilamento erraram intencionalmente o alvo, já que não queriam ser responsáveis pela morte dos indivíduos capturados. Por muitas vezes, os atiradores sequer miravam em áreas não letais do corpo, já que os prisioneiros iriam morrer de qualquer maneira, eles não queriam ser responsáveis por mata-los com um único tiro. Alguns soldados sentiam que era imoral executar um prisioneiro indefeso ou capturado, independente de quaisquer crimes que já tenham cometido. É devido a essas razões que são usados tantos atiradores em pelotões de fuzilamento, se caso um se recusar a apertar o gatilho, ou outro certamente irá apertar. Quando o número de atiradores era menor, a intenção era causar traumas mentais neles. Há um certo alivio em saber que existem outras pessoas ali para compartilhar o fardo de ter acabado com uma vida. Isto está relacionado a difusão de responsabilidade.

Um método usado para aliviar tal fardo é ter algumas armas carregadas com balas de festim, assim nenhum dos atiradores tinha a absoluta certeza de que realmente foram eles os responsáveis pela matança. Apesar de usarem armas carregadas com festim, o senso de responsabilidade persistia. O atirador que tinha balas vazias, sabia que tinha atirado em “falso” devido a diferença de recuo que sentia após o tiro. As balas de festim não geram recuo, já que não há massa diante da carga propulsante. O objetivo de utilizar munição sem projetil é somente para que nenhum soldado no pelotão saiba qual deles tinham ou não festim como munição em seus rifles. Isso criava um senso comum em saber que pelo menos um dos atiradores não tinham mortes em suas mãos, mas ninguém realmente sabia quem estava isento de culpa, exceto a pessoa que atirava com o rifle munido de munições vazias. Isso fazia com que eles sentissem um certo alivio psicológico, já que não tinham certeza se dispararam um tiro letal ou não.

O vídeo da execução.

https://www.youtube.com/watch?v=0OGudZ-K5Xs

 

A versão colorida da Primeira Foto (Algumas cores não foram implementadas com precisão, a estola do padre deve ser roxa e não dourada, como mostra a foto)

 

Mais uma coisa…

Muitos criminosos de guerra que foram condenados à morte, como Wilhelm Keitel, preferiram ser mortos por fuzilamento do que serem enforcados, pois era uma morte mais próxima de uma “morte de soldado”.

fonte: Rare Historical Photos

Adriano Pereira

Nascido em Ibotirama-Bahia, é o namorado da Bianca, curte automóveis, tecnologia e está sempre em busca de um bom livro para ler.

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