A distância entre o trabalhador e sua supervisora é demasiadamente estreita. Na foto, o operário está com suas mãos um tanto relaxadas, porém ligeiramente levantadas, como se fosse fazer algum movimento. Enquanto isso, a supervisora estar com a mão na gola de seu vestido tentando abrir seu decote um pouco mais, talvez, com o intuído de chamar a atenção do operário ( ͡° ͜ʖ ͡°). Há uma gritante conotação sexual na cena. Ou, partindo do ponto que eles estão em uma fábrica, onde geralmente há muito barulho, a tênue proximidade das pessoas na imagem é parcialmente esclarecida, afinal, eles precisam estar ‘’muito’’ próximos um do outro para o tentar ouvir o que a outra pessoa fala. E todo o resto é somente uma feliz coincidência.

Os esforços soviéticos para a expansão das oportunidades sociais, políticas e econômicas constituem a mais antiga, de maior alcance e talvez a maior tentativa de transformar o status e o papel das mulheres na sociedade. No início, o regime soviético seguiu uma política de inserção massiva de mulheres no mercado urbano de trabalho industrial. Estas políticas foram orientadas por ideologias econômicas. Durante o governo de Joseph Stalin, o número de mulheres exercendo trabalhos braçais aumentou de 24 por cento em 1928, para 39 por cento em 1940. No período entre 1940 e 1950, as mulheres eram 92 por cento dos novos trabalhadores no mercado de trabalho; este elevado número se deve ao êxodo dos homens na Segunda Guerra Mundial.




A foto foi tirada pelo fotógrafo Henri Cartier-Bresson durante sua visita à fábrica de automóveis ZIS, em moscou. ZIS é um acrônimo para “Zavod Imeni Stalin”, que foi uma das maiores fabricantes soviética de automóveis. A ZIS, ou ZIL, como passou a ser chamada após 1956, tinha em sua linha de produção caminhões e veículos militares, além de equipamentos pesados. A fábrica também produzia carros de luxo blindados para boa parte dos líderes soviéticos.

Henri Cartier-Bresson foi um fotografo francês considerado o pai do fotojornalismo moderno, o primeiro fotógrafo a utilizar lentes de 35 mm, e o mestre da fotografia cândida. Ele ajudou a desenvolver a “fotografia de rua”, estilo que seguiu influenciando as demais gerações que surgiram. Em 1954, portando vistos e permissões governamentais, Henri Cartier-Bresson embarcou em um trem para Moscou e tirou várias fotos das pessoas soviéticas fazendo coisas comuns. Tais fotos preencheriam mais tarde seu livro de fotografia intitulado “People of Moscow”. Cartier-Bresson foi o primeiro artista ocidental a obter permissão para visitar a União Soviética após a morte de Josef Stalin, em 1953.

Trabalhador original

Imagem original (Preto e Branco)

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